15 ANOS
Fazer FORRÓ 5 dias por semana durante 15 anos não parece algo muito saudável ou com sanidade mental em dia. Isso é coisa de louco ,de tarado, maluco, maníaco obsessivo, Se quem não gosta de samba bom sujeito não é, é ruim da cabeça ou doente do pé, Quem gosta de forró dessa maneira é ruim da cabeça doente do pé e mais um monte de coisas.
Tem sido assim os 15 anos do Canto da Ema, para nós que fazemos e pra mais um monte de gente com os mesmos diagnósticos citados acima, dentre esses um monte de frequentadores que praticamente acampam na casa de quarta a domingo. As vezes a impressão que da é que se tivéssemos quartos com cama eles dormiriam la para poderem estar a postos no dia seguinte.
Somos apaixonados por forró, esses 15 anos só solidificaram essa paixão e nos faz querer mais, mais e mais.
Seria difícil lembrar aqui os dias importantes e marcantes desse período todo, foram tantos e tão diversificados e , ao contrario do que possam pensar nem sempre foram aqueles lotados ou com músicos famosos. Quase todos os dias tem detalhes emocionantes, ações que de alguma maneira fizeram com que esses 15 anos se tornassem realmente especiais.
Hoje queremos dividir essa prazerosa insanidade com os músicos que aqui tocaram e que ainda tocarão, queremos dividir tudo isso com cada um dos frequentadores que aqui estiveram, mesmo aqueles que vieram só uma vez, aqueles que não tem vindo mais, mas sobretudo com aqueles que tem o Canto da Ema como segunda casa, afinal somos todos colegas de moradia!
Valeu a pena demais esses quinze anos, mesmo com atribulações por vezes vindas dos mais diferentes lugares, mas cada sorriso, cada manifestação de contentamento, cada acorde de sanfona, zabumba, triangulo ou qualquer outro instrumento que faça as diretrizes de Gonzaga, cada casal formado, cada filho proveniente do Canto da Ema, cada amizade criada, cada dança, cada canto, cada minuto dividindo com tantas e tantas pessoas nos faz ter certeza que o caminho é esse.
Seguiremos em frente, ou pelo menos tentaremos, diante de todas as adversidades, pois amamos o que fazemos, amamos o FORRÓ!

Paulinho Rosa   (Set/2015)