Ta
virando rotina, mal a gente fecha as portas às 7h
da manhã no dia 24 de dezembro, às 8h já temos
que abrir para a entrada de empreiteiros, pedreiros, eletricistas,
pintores e um monte de ajudantes para darem conta de tudo
que queremos fazer para atender cada vez melhor nossos
clientes. Tudo em apenas 12 dias, porque Natal, fim de
ano, primeiro dia do ano não contam, aliás
também não contamos com a ajuda de São
Pedro que mandou água de todo o jeito. Disseram
que era para lavar os pecados dessa gente. Ô gente
pecadora!
Com chuva e muito feriado e algumas faltas,
conseguimos abrir dia 5 como o prometido. Não foi como queríamos,
mas foi o que conseguimos e ficamos muito felizes com o resultado.
Na verdade havíamos iniciado as mudanças
já em dezembro, quando colocamos 14 novos ventiladores na casa. Criamos
uma ventania que propicia uma agradável sensação de frescor,
sobretudo para quem dança, pois dos 14 ventiladores, 12 estão mirados
diretamente para os rodopios dos casais.
Planejamos uma série de mudanças,
algumas estéticas apenas, como a mudança da fachada. Achamos que
após 5 anos sem mexer em nada as pessoas gostariam de ver uma cara nova
quando chegassem. Aproveito para lembrar que Ema é feminino e, como as
mulheres sempre fazem, resolvemos mudar as cores e o formato, sem mexer com o
charme tradicional da casa. Estética também foi a mudança
do palco. Estávamos cansados daquele palco escuro tão adorado pelos
cinegrafistas e resolvemos ousar, acabamos por compô-lo de uma forma mais
rústica, mais viva e alegre, um pouco mais a cara do Canto da Ema.
Trocamos também algumas cores internas,
estas mudanças podem parecer imperceptíveis, pois alteramos em
alguns casos apenas a tonalidade, mas temos certeza que todos se sentiram mais
aconchegados, mesmo que não percebam.
Fizemos mudanças que além
de estéticas também foram para a melhoria geral da casa. Trocamos
o toldo do bar externo, que já estava puído e embolorado, por um
novo e aproveitamos para levantá-lo a fim de conseguir mais ventilação
para os dias de chuva quando ele tem que ficar fechado.
A mudança de maior impacto foi sem
dúvida a troca de lugar que fizemos entre o caixa dos bares e a chapelaria.
Um ficou onde o outro estava e vice-versa, acabando também com os banheiros
externos. Essa mudança gerou e deve gerar ainda uma certa polêmica.
Tivemos nos primeiros três dias elogios e críticas sobre o que fizemos,
mas vale aqui explicar nossos objetivos.
O maior problema de circulação
da casa se dava entre a entrada para o salão interno e a pista de dança,
justo naquele espaço amontoavam-se a entrada e saída do salão,
entrada e saída dos banheiros, entrada e saída dos camarins, o
acesso ao bar e as filas dos caixas, tudo isso em um espaço minúsculo
em que alguns casais ainda insistiam em optar, justamente ali, para dançar.
Com a mudança aumentamos aquele espaço,
tiramos a fila dos caixas (que é mais constante que a da chapelaria que
só acontece em dois curtos períodos) e liberamos um maior espaço
para a entrada nos banheiros, sobretudo o feminino que ficava espremido entre
o corredor de acesso ao bar externo e a parede. Conseguimos também aumentar
o tamanho da chapelaria, que volta e meia necessitava de mais espaços
em dias frios.
Vale lembrar que mudamos também nosso
sistema automatizado de cobrança, o que nos permite agora vender a chapelaria
junto com o ingresso, o que facilitará a locomoção das pessoas,
pois assim que entrar a chapelaria já estará perto e a pessoa já entregará seu
volume bem rápido, sem ter que passar obrigatoriamente nos caixas. Desta
maneira caixas só se for para beber ou comer
Esse novo sistema nos permite mudar também
a forma de atuação de toda a casa e poderemos abrir os caixas da
bilheteria para compra de bebidas e comidas a partir das 2h da manhã,
facilitando a vida de todos.
A nossa expectativa era mostrar tudo de
uma vez só, mas, como disse, não pudemos abrir com tudo pronto.
Achamos que até dia 18 tudo estará completamente acabado e poderemos
dar, enfim, mais conforto ao nosso cliente que tanto merece.
Fizemos essas mudanças todas, mas
mantivemos a maioria das coisas, sobretudo a vontade de atender a todos os clientes
e a constante preocupação de estar fazendo algo pela cultura de
nosso país.
Agora, com tudo quase pronto e com um pouco
de cheiro de tinta, estamos só esperando a razão disso tudo. Vocês!
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